Make your own free website on Tripod.com
Titulo Principal
Filosofia/história

Home

Um pouco acerca de Santa Eugénia | O Liberalismo | Filosofia/história | Filosofia/história1 | Filosofia/história2 | Filosofia/história3 | Livro de Visitantes | História/Filosofia | História/Filosofia | José Nogueira dos Reis | Desporto | Acerca de Mim;da minha Experiência;Habilitações | Páginas Favoritas | Contact Me

José Nogueira dos Reis

JNogueiraReis@sapo.pt

jnreiscampo.jpg

 


  INTRODUÇÃO A Segunda Guerra Mundial foi um conflito que opôs, de 1939 a 1945, os países aliados de feição ideológica democrática e de que faziam parte a Polónia, Inglaterra, França, e mais tarde a Rússia, Estados Unidos e a China, ao bloco das potências do Eixo, de cunho marcadamente totalitário e que era constituído pela Alemanha (força motriz e desencadeadora do conflito), Itália, Japão e países que serviram de apoio estratégico, e outro, entre os quais a Hungria, Roménia, Bulgária, Finlândia, Áustria e Tailândia. As principais causas do conflito estão relacionadas com os acordos resultantes da I Guerra Mundial que haviam reestruturado a Europa do outro mundo, ao estabelecer a independência de nações economicamente débeis, o facto da Alemanha ter saído da guerra profundamente afectada quer na sua unidade interna quer no seu poder como nação que fora das mais influentes da Europa, a qual foram impostas as condições de paz de correntes do Tratado de Versalhes, que não era  aceite de bom agrado e cumpridas por aquele país. A acrescer a todos estes factores de instabilidade, há ainda a grave inflação económica que sobreveio à partida de 1930. A Alemanha procurou assim recuperar a sua unidade e poderio sob a égide do nacional socialismo, de que se tornou líder Adolf Hitler em Janeiro de 1933. Os objectivos da sua política eram a anulação do tratado de Versalhes, a criação de um grande Reich constituído apenas por elementos da raça ariana, e o combate ao comunismo. Adolf Hitler tirou partido da posição dos países europeus de fazer tudo para evitar criar motivos que levassem a um novo conflito, e desenvolveu, com uma grande argúcia, o seu potencial militar. A assinatura de acordes com a Inglaterra e França com vista a manter o estado de paz, faziam parte de todo um plano estratégico que visava a expansão da Alemanha. 1939 é a data que marca o início das acções militares da II Guerra Mundial. A organização do exército alemão durante os anos que haviam precedido o conflito tinha sido canalizada para pôr em prática uma ofensiva militar relâmpago, a Blitzkrieg.

   A Segunda Guerra Mundial foi um conflito que opôs, de 1939 a 1945, os países aliados de feição ideológica democrática e de que faziam parte a Polónia, Inglaterra, França, e mais tarde a Rússia, Estados Unidos e a China, ao bloco das potências do Eixo, de cunho marcadamente totalitário e que era constituído pela Alemanha (força motriz e desencadeadora do conflito), Itália, Japão e países que serviram de apoio estratégico, e outro, entre os quais a Hungria, Roménia, Bulgária, Finlândia, Áustria e Tailândia. As principais causas do conflito estão relacionadas com os acordos resultantes da I Guerra Mundial que haviam reestruturado a Europa do outro mundo, ao estabelecer a independência de nações economicamente débeis, o facto da Alemanha ter saído da guerra profundamente afectada quer na sua unidade interna quer no seu poder como nação que fora das mais influentes da Europa, a qual foram impostas as condições de paz de correntes do Tratado de Versalhes, que não era  aceite de bom agrado e cumpridas por aquele país. A acrescer a todos estes factores de instabilidade, há ainda a grave inflação económica que sobreveio à partida de 1930. A Alemanha procurou assim recuperar a sua unidade e poderio sob a égide do nacional socialismo, de que se tornou líder Adolf Hitler em Janeiro de 1933. Os objectivos da sua política eram a anulação do tratado de Versalhes, a criação de um grande Reich constituído apenas por elementos da raça ariana, e o combate ao comunismo. Adolf Hitler tirou partido da posição dos países europeus de fazer tudo para evitar criar motivos que levassem a um novo conflito, e desenvolveu, com uma grande argúcia, o seu potencial militar. A assinatura de acordes com a Inglaterra e França com vista a manter o estado de paz, faziam parte de todo um plano estratégico que visava a expansão da Alemanha. 1939 é a data que marca o início das acções militares da II Guerra Mundial. A organização do exército alemão durante os anos que haviam precedido o conflito tinha sido canalizada para pôr em prática uma ofensiva militar relâmpago, a Blitzkrieg. JNReis1@clix.pt 

jnogueirareis-mail.gif
 


José nogueira dos reis

 José nogueira dos Reis - Secam as fontes e os rios, ardem as searas e a nossa casa e as árvores nuas amaldiçoam o céu, sem sabermos porquê. Morrem os jovens antes de se amarem e os poetas com os poemas inacabados e as crianças olhando espantadas para o céu, sem saberem porquê. Um vento noturno deixou insepultos ventres e seios e desejos de maternidade nunca realizados, e secou risos e cantares subindo para o céu, sem sabermos porquê. Andam as guerras pelo mundo: somente possuímos uma voz, uma voz e essa voz não se calará e nós sabemos porquê! Tomaz Kim, Campo de Batalha    Secam as fontes e os rios,
  ardem as searas e a nossa casa
  e as árvores nuas amaldiçoam o céu,
  sem sabermos porquê.

  Morrem os jovens antes de se amarem
  e os poetas com os poemas inacabados
  e as crianças olhando espantadas para o céu,
  sem saberem porquê.

  Um vento noturno deixou insepultos
  ventres e seios e desejos de maternidade
  nunca realizados,
  e secou risos e cantares subindo para o céu,
  sem sabermos porquê.

  Andam as guerras pelo mundo:
  somente possuímos uma voz, uma voz
  e essa voz não se calará
  e nós sabemos porquê!

Tomaz Kim, Campo de Batalha  

 

 

 

 cronol.gif

José Nogueira dos Reis - BIOGRAFIAS Muitos foram os intervenientes em toda a história da Primeira Guerra Mundial, salientando-se os russos, os franceses, os americanos, os ingleses e os austro-húngaros. Em baixo estão apresentadas algumas, das suas biografias (por ordem alfabética). Allenby, Edmund Henry Hynman (1861-1936) - Marechal inglês, comandante das forças britânicas da Palestina em 1917-1918, tomou Jerusalém e Damasco. Alto-comissário no Egipto (1919 a 1925), coube-lhe aplicar o Tratado anglo-egípcio de 1922. Brussilov, Aleksei (1853-1936) - General russo que ficou célebre pela sua ofensiva na Galícia (1916). Generalíssimo em 1917, aderiu ao regime dos soviéticos. Clemenceau, George (1841-1929) - Político orador e escritor francês. Foi um dos chefes do Partido Radical e fez parte das várias Câmaras, combatendo a política colonial e movendo duras campanhas, que provocaram a queda de vários gabinetes. Foi cognominado o Tigre, pelo seu espírito combativo, tornando-se em 1906 presidente do Conselho, cargo que ocupou até 1909. No início da Primeira Guerra Mundial ocupava o lugar de presidente da Comissão do Exército, tendo demonstrado um patriotismo inquebrável e propondo a formação de um governo nacional que pudesse conduzir a França à vitória. Chamado de novo à presidência do Conselho em 1917, acumulou também o cargo de ministro da Guerra, actuando com uma grande energia e contribuindo bastante para a derrota da Alemanha e dos seus aliados. Foi chamado o Pai da Vitória, sendo-lhe concedido o título de benemérito da Pátria. Participou nas negociações do Tratado de Versalhes, nas quais adoptou uma posição intransigente para com a Alemanha, a fim de evitar o perigo de uma nova ameaça para a França. Após a sua derrota nas eleições presidenciais de 1920 abandonou a vida política. Ferdinando, Francisco (1863-1914) - Príncipe e arquiduque da Áustria-Hungria. Era sobrinho do Imperador Francisco. Casou com a condessa Sofia Choteck contra a vontade do tio. As suas ideias políticas nub


 


  CRONOLOGIA


   1914

28 de Junho - O arquiduque Francisco Ferdinando e a esposa são assassinados em Sarajevo.

23 de Julho - A Sérvia responde ao exigente ultimatum da Áustria-Hungria cedendo em quase todos os pontos.

28 de Julho - A Áustria-Hungria declara a guerra.

30 de Julho - Mobilização geral russa.

31 de Julho - Ultimatum alemão à Rússia e à França.

1 de Agosto - Mobilização geral na Alemanha e na França. A Alemanha declara guerra à Rússia.

2 de Agosto - Ultimatum alemão à Bélgica, país neutral.

3 de Agosto - Declaração de guerra da Alemanha à França. Declaração de neutralidade da Itália.

4 de Agosto - Invasão da Bélgica pelo exército alemão. A Inglaterra declara guerra à Alemanha.

18 de Agosto - Ofensiva alemã contra a Bélgica. Ofensiva russa contra a Prússia Oriental.

Setembro - O exército francês, comandado por Joffre, trava no Marne o avanço alemão, ao mesmo tempo que a frente ocidental se estabiliza numa guerra de trincheiras. Hindenburg derrota os russos em Tannenberg.

Outubro - A Turquia junta-se aos impérios centrais.


   1915

Fevereiro - Ofensiva aliada, infrutífera.

Maio - A Itália junta-se aos aliados e ataca a Áustria-Hungria.

Outubro - A Bulgária junta-se aos impérios centrais. Desembarque aliado em Salónica.

Novembro - A Sérvia é completamente derrotada na planície de Kosovo Polje.


   1916

Fevereiro - Ofensiva alemã em Verdun.

Junho - A Rússia ocupa a Bucovina e a parte oriental da Galícia, mas sofre perdas enormes (2 milhões de homens) na prolongada ofensiva.

Julho - Os britânicos iniciam a ofensiva do Somme e sofrem baixas tremendas.

Agosto - A Roménia junta-se aos aliados. Hindenburg e Ludendorff tomam o poder na Alemanha.

Dezembro - Lloyd George é nomeado primeiro-ministro do governo britânico e coligação.


   1917

31 de Janeiro - A Alemanha inicia a guerra submarina contra a navegação mercante.

Março - Início da Revolução Russa.

6 de Abril - Os Estados Unidos da América declaram guerra à Alemanha.

Outubro - A Alemanha ajuda a Áustria-Hungria na guerra contra a Itália e vence em Caporetto.

Novembro - Na Rússia triunfa a «Revolução de Outubro». Em França, Clemenceau sobe ao poder.


   1918

3 de Março - Tratado de paz de Brest-Litivsk entre a Alemanha e os soviéticos. A Alemanha lança a sua ofensiva na frente oriental.

Maio - Tratado de paz dos impérios centrais com a Roménia.

Julho - O contra ataque aliado, comandado por Foch, detém os alemães no Marne.

8 de Agosto - As linhas alemãs são rompidas no Somme.

29 de Setembro - A Bulgária rende-se.

30 de Outubro - A Turquia rende-se.

11 de Novembro - A Alemanha assina o armistício.


   1919

28 de Junho - A Alemanha assina o tratado de Versalhes (perde a Alsácia-Lorena, o norte de Schleswig, a Alta Silésia e as colónias). A Áustria-Hungria é dividida em estados independentes.

10 de Setembro - É assinado o tratado de Saint-Germain-en-Laye.

27 de Novembro - É assinado o tratado de Neuilly.


   1920

4 de Junho - É assinado o tratado de Trianon.

10 de Agosto - É assinado o tratado de Sévres.

12 de Novembro - É assinado o tratado Itálo-Jugoslavo.


 


 

 

José Nogueira Reis


  DESENROLAR DA GUERRA


   1914 - O FRACASSO DO PLANO ALEMÃO

  Violando a neutralidade estabelecida pela Bélgica, os alemães inicialmente apoderaram-
-se de Liège, de 7 a 16 de Agosto, depois de Charleroi, de 21 a 23 de Agosto, e de Mons, em 23 de Agosto. Em seguida, ganharam a batalha nas fronteiras francesas, principalmente na Lorena (Morhange) e nas Ardenas, de 20 a 23 de Agosto, forçando depois os exércitos franceses e o britânico de French a baterem em retirada, primeiro até ao Aisne e depois para o sul do Marne. Mas, de 6 a 13 de Setembro, Joffre, auxiliado por Gallieni, governador de Paris, conseguiu, com a sua vitória no Marne, deter a invasão, o que provocou a substituição de Moltke por Falkenhayn, a 14 de Setembro. Após os combates da Corrida para o mar e do Conflito de Flandres de Setembro a Novembro, nos quais se distinguiu Foch, coordenando, em nome de Joffre, a resistência belga, britânica e francesa, fez estabilizar uma frente de 750km, desde o mar do Norte até à Suíça.


    FRENTES RUSSAS:

    Na Prússia oriental, os russos, tomando a ofensiva, foram detidos por Hindenburg em Tannenberg, a 25 de Agosto, mas, na Galícia, apossaram-se de Lvov, a 3 de Setembro, e obrigaram os austro-húngaros a capitular nos Cárpatos, onde a frente se estabilizou. Na Sérvia, os austro-húngaros foram rechaçados em todos os pontos, e os sérvios recuaram até Belgrado, a 13 de Dezembro.

    GUERRA NAVAL:
    Os Aliados que tinham a hegemonia graças à Grã-Bretanha, adquiriram o domínio dos mares e impuseram-se em bloco aos impérios centrais, aos quais desejavam com muita ansiedade "asfixiar". Depois de ter combatido os ingleses ao longo do cabo Coronel no 1º de Novembro, a esquadra alemã do Pacífico (M. von Spee), permanecendo isolada no mar, foi destruída em Falkland no dia 8 do mês de Dezembro.

    NATAL DE 1914:
    Sem conseguir obter pelas armas a decisão rápida esperada no oeste, a Alemanha teve que aceitar uma frente oriental, mas conservando ainda a ofensiva. A França, cujas ricas províncias do norte e do leste foram ocupadas, viu decrescerem os seus potenciais humanos e económicos. Perdeu, primordialmente, 93 altos-
-fornos de um total de 123, 90% do seu potencial mineral de ferro e 40% do carvão. Estabeleceu-se uma guerra de tipo totalmente novo, que envolvia o conjunto das populações. Ela se prenunciava como prolongada e integral, nos planos económicos, diplomáticos e principalmente morais.

 

   1915 - O ANO INDECISO

  Ao constatar o fracasso do plano Schlieffen, Falkenhayn decidiu eliminar inicialmente a Rússia, para voltar-se em seguida contra a França e a Grã-
-Bretanha. Em Maio, os alemães, ajudados no sul pelos austro-húngaros, infligiram um golpe decisivo aos russos em Gorlice, na Galícia, obrigando-os assim a evacuar a Polónia e a restabelecerem-se, em Setembro, numa linha que ia desde Riga até à fronteira romena que cujo nome era Ychernovtsy.

    NOS BALCÃS:
    A operação deflagrada pelos Aliados, em Fevereiro e Março, a pedido da Grã-
-Bretanha e estimulada por Churchill, visando a forçar passagem pelo estreito de Dardanelos, apoiar os russos e isolar os turcos, que há algum tempo ameaçavam o canal de Suez, representou um fracasso. A Bulgária, entrando na guerra a 5 de Outubro, provocou a derrocada da Sérvia, conquistando-a. Finalmente, os Aliados desembarcaram em Salónica, em Outubro, numa Grécia neutra, mas dividida entre simpatizantes dos Aliados (Venizelos) e dos alemães (o rei Constantino e o seu cunhado Guilherme II).

    A OESTE:
    Tratava-se sobretudo, para os franceses, de libertar seu território, conseguindo "furar" uma frente que passava a 90km de Paris. Contudo, os ataques ocorridos em Champagne, em Fevereiro, Março e Setembro, e em Artois, em Maio e Setembro, fracassaram. Estes foram extremamente violentos, especialmente para a infantaria francesa, mas, ao manter dois terços das forças alemãs a oeste, contribuiram para evitar a derrocada russa.

    GUERRA NAVAL E OUTRAS FRENTES:
    A ofensiva submarina alemã, que em 1914 começara a lançar-se contra o bloqueio e a arruinar o comércio britânico, foi oficialmente deflagrada em Fevereiro de 1915. Mas, os protestos americanos, devido ao torpedeamento, em 7 de Maio, do navio britânico Lusitânia, que transportava passageiros norte-americanos, obrigaram a Alemanha a adiar, no momento, aquela forma de guerra. A entrada da Itália em cena, ao lado dos Aliados e ao declarar guerra à Áustria-Hungria, em 20 de Maio, provocou a formação de uma nova frente, que ia do Trentino ao Karst. Em Julho, os ingleses ocuparam todo o Sudoeste Africano pertencente à Alemanha.

    BALANÇO:
    A Alemanha conseguiu afastar muito bem qualquer perigo que ameaçasse sua frente de leste, mas a Rússia continuava a resistir; o czar recusou por três vezes as ofertas que os alemães lhe propuseram de uma paz em separado, o que levou Berlim, a partir daí, a aceitar a Revolução Russa. As iniciativas dos Aliados foram decepcionantes, o que os fez considerar indispensável coordenarem seus esforços. Um primeiro passo neste sentido foi obtido por Joffre na conferência interaliada de Chantilly, em Dezembro.

 

   1916 - O ANO DE VERDUN

  Falkenhayn, tendo decidido deixar a situação "apodrecer" na Rússia, decidiu eliminar o exército francês, instrumento da força britânica no continente e que considerava seu princi-pal adversário. Assim, de 21 de Fevereiro até meados de Agosto, os alemães procuraram uma solução em Verdun através do esgotamento dos recursos humanos do exército francês, os quais, durante uma luta de trincheiras sangrenta, resistiram vitoriosamente sob o comando dos generais Pétain e Nivelle. De Outubro a Dezembro, as contra-ofensivas de Mangin libertaram toda a cidade (retomada de Douaumont e de Vaux). Esta batalha não impediu Joffre e Haig de deflagrarem, de Julho a Outubro, uma ofensiva contra o Somme, onde os ingleses utilizaram tanques de guerra pela primeira vez, em Flers, em 15 de Setembro.


    A LESTE:
    Para socorrer Verdun e permitir a ofensiva aliada no Somme, os russos, comandados por Brussilov, obtiveram, na Galícia e em Bucovina, de Junho a Agosto, uma brilhante vitória, que seria a última do exército do czar. Ademais, a entrada da Roménia na guerra, do lado dos Aliados, a 28 de Agosto, pôs em perigo o abastecimento de trigo e petróleo da Alemanha, provocando a substituição de Falkenhayn. Hindenburg e Ludendorff substituiram-no, encarregando-o da conquista da Roménia (o que fez em três meses), enquanto, em Verdun, decidiram passar à defensiva.

    O IMPASSE DA GUERRA DE DESGASTE:
    Nos Balcãs, o exército sérvio, recomposto em Corfu, atacou e invadiu Monastir (Bitola, a 19 de Novembro), enquanto os Aliados estavam na Macedónia. No Médio Oriente, o rei Husayn, do Hedjaz, aconselhado pelo inglês Lawrence, sublevou a Arábia contra os turcos. Estes forçaram os ingleses a capitular em Kut al-'Amara, a 28 de Abril, e reiniciaram os ataques a Suez. Na Alemanha, a oposição de Bethmann-Hollweg, que se negava a admitir o aumento do número de inimigos do Reich, impediu o reinício da guerra submarina. A frota alemã de alto-mar, comandada pelo almirante Scheer, enfrentou a "Grande Armada" britânica de Jellicoe na Jutlândia, a 31 e Maio. Apesar do seu relativo êxito, os alemães nunca mais ousaram lançar sua frota ao mar. Além disso, para eles, apenas uma utilização intensa de submarinos poderia ser decisiva.
    No final de 1916, apesar do seu fracasso em Verdun, a Alemanha conservava ainda a ofensiva, procurando obter a decisão através de outras formas de guerra. Em ambos os campos, as perdas tinham sido consideráveis e as crises de comando constituiram a consequência dessa guerra de desgaste. Todas as esperanças alemãs se depositaram em Hindenburg e, na França, Joffre teve de ser substituído por Nivelle, em Dezembro.

 

   1917 - O ANO INTRANQUILO

    Diante da atitude defensiva dos alemães, que, por medida de economia, encurtaram as suas linhas, em Fevereiro, Nivelle convenceu os ingleses da ideia de uma grande ofensiva que, rompendo a frente francesa, trouxesse enfim a decisão da guerra. Foi o completo fracasso de Chemin des Dames, a 16 de Abril, que determinou uma grave crise tanto na França quanto no seio do seu exército. Pétain, tendo substituído Nivelle, em 15 de Maio, contornou-
-a com uma compreensão humana igual à sua firmeza, e conseguiu deflagrar vitoriosamente alguns ataques limitados diante de Verdun, em Agosto, e em Malmaison, em Outubro. De seu lado, os ingleses infligiram duros ataques ao redor de Ypres, de Junho a Novembro, e depois em Cambrai, em Novembro, onde empregaram 400 tanques.

    O CESSAR-FOGO DA FRENTE RUSSA:
    A primeira revolução de Petrogrado terminou com a abdicação do czar, a 15 de Março. Os governos do príncipe Lvov, procuraram continuar a luta junto aos Aliados, mas o exército russo debandou em Bucovina, em Julho, e os alemães apossaram-
-se de Riga, a 3 de Outubro. A tomada do poder por Lenine e os bolcheviques, em 7 de Novembro (revolução dita "de Outubro"), provocou a abertura de negociações com Berlim. Estas levaram, em 15 de Dezembro, à assinatura do armistício-tratado de paz de Brest-Litovsk, que constituiu uma grande vitória para a Alemanha.

    CAPORETTO:
    Os alemães reforçaram as suas investidas contra os italianos, a fim de reintroduzir na guerra uma Áustria exaurida e abalada devido à oferta feita pelos Aliados ao imperador Carlos de uma paz em separado (transmitida por seus cunhados, os príncipes de Bourbon-Parma). Vencidos em Caporetto, a 24 de Outubro, os italianos recuaram até ao Piave, onde puderam reconstituir-se com a ajuda de um corpo franco-britânico (Fayolle). No Médio Oriente, os ingleses apossaram-se de Bagdad, a 11 de Março, e de Jerusalém, a 9 de Dezembro.

    A OFENSIVA SUBMARINA ALEMÃ:
    Para dobrar a Grã-Bretanha, Guilherme II desencadeou no 1º de Fevereiro, uma guerra submarina decisiva, aceitando assim deliberadamente a entrada dos E.U.A. na guerra, concretizada em 2 de Abril. As perdas da força naval dos Aliados foram imensas (900.000t. em Abril, um recorde jamais alcançado durante a Segunda Guerra Mundial), e vitória dos submarinos alemães prolongou-se até ao inverno (70 no mar contra 130 em reparos), sem contudo conseguir abater a Grã-Bretanha.

    BALANÇO:
    Os alemães eliminaram a frente russa, mas com o êxito da sua ofensiva submarina não foi decisivo. Na França, a crise moral e política que se seguiu à dos exércitos levou Poincaré a confiar, em Novembro, o governo a Clemenceau. O programa deste era: "Eu faço a guerra". Para os Aliados, o exército norte-americano ainda não estava preparado para intervir, mas a ajuda dos E.U.A. já se fazia sentir directamente nos domínios naval, económico e financeiro. Se desejassem a vitória, os alemães deveriam, portanto, terminar a guerra o mais breve possível.

 

   1918 - A VITÓRIA DOS EXÉRCITOS DE FOCH

    O plano de Ludendorff era decidir a guerra na França antes do verão, isto é, antes do desenvolvimento maciço dos norte-ameri-
canos. Como necessitava de cerca de 700.000 homens que estavam na frente leste, Ludendorff obrigou a Ucrânia e a Rússia (tratados de Brest-Litovsk de 9 de Fevereiro e de 3 de Março), depois da Roménia (tratado de Bucareste, em Maio, na Picardia), a abrir uma brecha de 20km entre os exércitos franceses e britânicos. Esta brecha ameaçou Amiens. Diante do perigo, Lloyd George e Clemenceau confiaram o comando único a Foch, em Doullens, a 26 de Março. Este, coordenando a acção de Haig e Pétain, salvou Amiens. O general-chefe conseguiu depois resistir às novas investidas de Ludendorff nas Flandres, em Abril, desde o Chemin des Dames até ao Marne, em Maio, no Matz, em Junho, e finalmente em Champagne, a 15 de Julho. Os alemães perderam a situação ofensiva e, desta vez, a sorte mudou de lado. Foch, que agora dispunha de 16 divisões norte-ameri-
canas do general Pershing, lançou uma série de contra-ofensivas em Villers-
-Cotterêts, a 18 de Julho, na Picardia, a 8 de Agosto, e desde o rio Mosa até ao mar, em Setembro, brigando os alemães a baterem em retirada em Gand, Cambrai e Sedan. A 4 de Novembro, Hindenburg, que se separou de Ludendorff, viu-se constrangido a ordenar a retirada geral para o Reno e a pedir aos Aliados, no dia 7, um armistício, o qual foi assinado no dia 11 em Rethondes, depois de abdicação de Guilherme II.


    VITÓRIA NOS BALCÃS E NAS OUTRAS FRENTES:
    Franchet d'Esperey, colocado em Junho à frente do comando dos exércitos aliados do Oriente (franceses, sérvios, gregos, ingleses e italianos), encetou uma ofensiva decisiva na Macedónia, em 15 de Setembro. Depois de obrigar a Bulgária a pedir o armistício, a 29 de Setembro, as sua forças entraram na Roménia e ameaçaram a Turquia e a Áustria. Estremecida inclusive pela vitória italiana de Vittorino Veneto, a 24 de Outubro, a Áustria assinou o armistício em Pádua, a 3 de Novembro. A dupla monarquia foi destituída: húngaros e tchecos declararam a sua independência, enquanto em Viena o imperador Carlos abdicava e era proclamada a República da Áustria, sendo a sua anexação à Alemanha recusada pelos Aliados.
    Na Palestina os ingleses tomaram a ofensiva, em Setembro, e apoderaram-se de Beirute, de Damasco e de lepo, a 25 de Outubro. No dia 30, os turcos tiveram de assinar o armistício de Mudros. Finalmente, a 14 de Novembro, os alemães depuseram as armas na África oriental.
    Em 1918, os Aliados, que haviam adoptado um sistema lento mas seguro de comboio de navios, puderam lutar com mais eficácia contra os U-Boot alemães. Embora estes afundassem mais de 2,7 milhões de toneladas de navios aliados, não puderam impedir o transporte, para a França, de 2 milhões de soldados norte-
-americanos. Cento e setenta e seis submarinos alemães foram entregues aos Aliados, enquanto a frota de alto-mar alemã foi conduzida a Scapa Flow, onde foi posta a pique em 21 de Junho de 1919.


 

Transcrito para este site por:

José Nogueira dos Reis